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Política

André Tavares vota para deixar Bolsonaro inelegível; placar está 3 a 1 pela condenação

TSE retoma julgamento que pode condenar ex-presidente na sexta-feira (30), às 12h; apenas o ministro Raul Araújo divergiu até agora

Publicada em 29/06/2023 às 16:30h - 90 visualizações

CNN


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André Tavares vota para deixar Bolsonaro inelegível; placar está 3 a 1 pela condenação
 (Foto: Reprodução )

O ministro André Ramos Tavares, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), votou nesta quinta-feira (29) a favor de deixar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por oito anos.

O magistrado seguiu o relator, ministro Benedito Gonçalves, e entendeu que Bolsonaro deve ser condenado por abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação por uma reunião com embaixadores na qual atacou o sistema eleitoral.

Tavares também acompanhou o relator quanto à absolvição do então candidato a vice-presidente na chapa de Bolsonaro em 2022, Walter Braga Netto.

O placar está agora 3 a 1, pela condenação do ex-presidente e sua inelegibilidade. Votaram nesse sentido Benedito Gonçalves, Floriano de Azevedo e, agora, André Tavares.

O ministro Raul Araújo é o único a divergir até o momento, votando contra a condenação de Bolsonaro.

O TSE retomou nesta quinta a análise da ação. O relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, votou na terça-feira (27).

Ainda faltam votar os ministros Cármen Lúcia, Nunes Marques e, por último, Alexandre de Moraes.

A ação foi movida pelo PDT e contesta uma reunião realizada por Bolsonaro com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, o então presidente fez ataques ao sistema eleitoral. O encontro foi transmitido pela TV Brasil e por perfis de Bolsonaro nas redes sociais.

Voto

André Ramos Tavares disse que o conteúdo da fala de Bolsonaro na reunião com embaixadores é “permeado por afirmações falsas e inequívocos ataques a partidos adversários e a ministros do STF e TSE”.

O ministro afirmou que mentiras e distorções de Jair Bolsonaro no encontro vindas do presidente da República, revelam a gravidade do caso. Também entendeu que o evento teve potencial de beneficiar a então candidatura à reeleição.

“Captando mensagens centrais das falas e observação atenta acerca do conteúdo integral é legitimo caracterizá-lo como falso e pernicioso”, disse o ministro, afirmando ainda que as conclusões de Bolsonaro sobre o sistema eleitoral na reunião “são desviantes da realidade”.

“O foco do discurso são ataques comprovadamente infundados e absolutamente falsos, sistemáticos e notórios contra a urna eletrônica, o processo eleitoral e a Justiça Eleitoral, com finalidade eleitoral, por meio de tática evidenciada no voto do ministro relator”, afirmou.

“Com a roupagem de debate público, o investigado [Jair Bolsonaro], na realidade, proferiu sérias acusações sem estar amparado minimamente por um acervo comprobatório que sustentasse tais conjecturas, incorporando a seu discurso invenções, mentiras grosseiras, fatos forjados, distorções severas. Não é pouco, mais do que mentiras, forma-se um pool de perturbações severas à democracia e às instituições com intuito eleitoral.”

Relator

Ao votar para condenar Bolsonaro, o ministro Benedito Gonçalves disse ter ficado comprovado abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação pela reunião com embaixadores.

Conforme o relator, as provas do processo apontam para a conclusão de que Bolsonaro “foi integral e pessoalmente responsável pela concepção intelectual do evento” com embaixadores.

“Isso abrange desde a ideia de que a temática se inseria na competência da Presidência da República para conduzir relações exteriores — percepção distinta que externou o ex-chanceler ao conceituar a matéria como um tema interno — até a definição do conteúdo dos slides e a tônica da exposição — que parece ter sido lamentada pelo ex-chefe da Casa Civil”, afirmou.

Benedito Gonçalves foi duro nas palavras usadas em seu voto. Ele disse que teorias conspiracionistas e mentiras de Bolsonaro não estão respaldadas na liberdade de expressão e que o ex-presidente usou as redes sociais para incitar dúvidas, insegurança, desconfiança e paranoia coletiva.

Gonçalves afirmou ter ficado constatado que a estrutura e o serviço do Poder Executivo foram “rapidamente mobilizados para a viabilizar a reunião”. Para o relator, a magnitude do evento com embaixadores não se mede pelos custos da atividade.

Conforme o voto, os representantes estrangeiros que foram à reunião assistiram “por mais de uma hora” a uma apresentação em que Bolsonaro fez “elogios” a “si próprio e a seu governo”, críticas à atuação de servidores públicos, “ilações a respeito de ministros” do TSE, além de “supostas conspirações para que seu principal adversário viesse a ser eleito, exaltação às Forças Armadas, defesa de proposta de voto impresso, recusada pela Câmara dos Deputados quase um ano antes e alerta contra a inocuidade das missões de observação internacional”.

“O improvável fio condutor de todos esses tópicos foi a afirmação de que houve manipulação de votos nas eleições de 2018 e que era iminente o risco nas eleições de 2022”, citou.




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